Os leitores mais assíduos que me desculpem mas a net não têm ajudado. Assim, hoje aqui vos deixo a descrição das últimas duas etapas do Long Way Home e prometo que nin
guém vai ficar decepcionado.De facto o dia de ontem e o de hoje foram qualquer coisa de especial e merecem bem um post mais alargado.
Tal como planeado, ontem fomos ver nascer o dia à Gavarnie. Após uma belíssima noite passada no Grand Hotel de France, saímos cedo para visitar um dos locais mais emblemáticos dos Pirinéus. Percebe-se bem a classificação de património mundial atribuído pela UNESCO. O cenário é simplesmente deslumbrante. O grande anfiteatro natural coberto de neve recebeu-nos de braços abertos e brindou-nos com mais um belo dia de sol.
Com mais uma grande foto para o álbum de recordações, seguimos em frente para aquela que seria a segunda grande surpresa do dia. A estrada que liga o Col du Soulon ao Col D´Aubisque é mais uma obra-prima da natureza e deixou-nos a todos de “queixo caído”! Visto de longe, fica-se coma ideia que monte foi cortado ao meio por um qualquer fenómeno natural. Mas não. A estrada representa a simbiose perfeita entre a natureza e a mão do homem.
Um corte discreto, abre uma pequena estrada que nos permitiu apreciar e desfrutar de mais um grande momento da viagem.Após uma breve paragem para almoço continuamos estrada fora rumo ao Col du Portalet. Mais uma vez, ficamos de “boca aberta”. A estrada que nos leva até lá é uma autêntica maravilha. Rodeados pelos picos nevados ficamos com a sensação que estamos nos Alpes suíços. As encostas verdejantes e os riachos que as atravessam são qualquer coisa de espectacular.
Com ás máquinas atestadas de grandes fotografias, descemos o vale e entramos no Parque Nacional Ordesa e Monte Perdido. Para que não sabe, o Parque faz fronteira com o lado Francês, mais concretamente com…a Gavarnie! Mais um grande momento do dia.
Para terminar, seguimos rumo a Ainsa por uma estrada “inventada” que atravessa o sul do Parque. O elemento mais experiente do grupo (Pedro Barbosa – Honda Shadow 750 com 30 anos) diz que nunca devemos fazer a mesma estrada duas vezes no mesmo tour. Obviam
ente não ignoramos a sabedoria do nosso mestre mas…..havemos de lá voltar.Contrariamente ao que é normal chegamos ao fim da etapa ao cair do dia. Ainsa é uma vila medieval muito acolhedora e recebeu-nos com pompa e circunstância. Em plena comemoração das festas da cidade, fomos recebidos ao som de folclore tradicional em plena PlazaMayor.
DIA 4
Para não variar o dia começou cedo. Saímos de Ainsa rumo aquela que seria a penúltima passagem fronteiriça nos Pirinéus – Col du Somport. O Col em si, não surpreende mas a es
trada que se segue….já dá que falar. Uma viragem à esquerda num local estratégico conduz-nos a um percurso que não deixa ninguém indiferente. São 20 km exigentes mas valem bem a pena. Para terminar, seguimos por Belágua para cumprir um último troço de estrada bem ao estilo Moto GP! A descida da estância de ski até á entrada do Vale do Roncal é uma experiência única!Fechamos o dia deitados ao sol num recanto especial do vale de Ansó. O jardim da Posada Magória foi o local ideal para recuperar forças para o dia de amanhã.
Obrigado Enrique e Teresa por no terem recebido tão bem.
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